Sérgio Nogueira: Siempre estuve en contra del acuerdo ortográfico


Se era para ter um acordo, ele tinha que ser mais profundo e foi muito tímido e passa uma sensação de que mudou tudo...

Escrito por Renato Deccache

Após uma carreira acadêmica de sucesso, o profesor de Língua Portuguesa Sérgio Nogueira decidiu compartilhar seus conhecimentos em rede nacional.
Para isso, entre outras atividades, criou um blog onde tira dúvidas dos leitores e se tornou o principal consultor do apresentador Luciano Huck no programa "Soletrando", da Rede Globo, que mede os conhecimentos em Português de alunos de todo o país.
Apesar da fama repentina, o professor não se furta a expressar a sua opinião quando o assunto é um dos temas recentes mais polêmicos da Língua Portuguesa: o acordo ortográfico que uniformizou as regras da Língua em todos os países lusófonos, desde o início de 2009.
"Se era para ter um acordo, ele tinha que ser mais profundo e foi muito tímido e passa uma sensação de que mudou tudo. Quando, na verdade, não mudou nem muita coisa. Na verdade, mudou muito pouco", destaca.
Para ele, apesar de muito alarde e polêmica, o brasileiro irá se acostumar com as novas regras, como aliás já se acostumou em outros períodos. "No momento em que o acordo foi assinado, se é constitucional ou não eu não sei responder isso - não somos especialistas, não podemos dizer - mas, para mim, é lei e está valendo.
Eu passei pela reforma de 1971, o problema foi semelhante. Portanto, isso não é novidade. O sistema, quando foi criado em 1943, também não foi aceito de imediato. Toda mudança acarreta discussão", destaca.

Folha Dirigida — No início deste ano, o professor Ernani Pimentel, um dos líderes do movimento "Acordar Melhor", fez críticas ao acordo ortográfico da Língua Portuguesa assinado no ano passado. Segundo ele, o acordo seria inconstitucional. Como o senhor vê esta crítica?

Sérgio Nogueira — Eu desconheço esse lado legal aí. Posso falar mais como professor e, principalmente, como consultor de empresas. Eu sempre fui contra o acordo. Se era para ter um acordo, ele tinha que ser mais profundo e foi muito tímido e passa uma sensação de que mudou tudo. Quando, na verdade, não mudou nem muita coisa. Na verdade, mudou muito pouco.
Eu recordo que na primeira edição do Globo do ano passado, eu li o primeiro caderno de ponta a ponta, dezesseis páginas e li quatro palavras afetadas pelo acordo. Quer dizer, é muito pouco para passar essa sensação de que mudou tudo. Eu sempre fui contra.
Só tem uma coisa importante, na minha opinião: no momento em que o acordo foi assinado, se é constitucional ou não eu não sei responder isso - não somos especialistas, não podemos dizer - mas, para mim, é lei e está valendo. Eu passei pela reforma de 1971, o problema foi semelhante. Portanto, isso não é novidade.
O sistema, quando foi criado em 1943, também não foi aceito de imediato. Toda mudança acarreta discussão. O que incomodou nesse caso é que quando não se esperava mais um acordo, ele vem sendo alinhavado desde 1990, ou seja, demorou todos esses anos para ser assinado. Um ano antes, eu apostava que ele não seria assinado, mas foi.
E a partir daí, como professor, eu posso ter uma visão diferente. Está valendo e, enquanto estiver valendo, a minha preocupação é transformar esse assunto em algo que, aparentemente, possa ser árido em algo perfeitamente palatável para os meus alunos. Eu passei a me preocupar em como ensinar a reforma de um modo agradável, útil.
É esta a minha preocupação há um ano e meio. Hoje minha preocupação é essa. Se ela realmente for revogada, maravilha. Aplaudo, também, se ela continuar em vigor, como eu acredito que vá acontecer. Não creio que esse movimento consiga fazer o governo voltar atrás. Iria ser uma vergonha. A pressão de Portugal, que até agora não moveu uma palha para isso, também não me preocupa, porque das outras vezes também foi assim.
Portugal, na verdade, em 71, só mexeu a palhinha em 1973. Por isso que nós temos quatro anos para adaptação, só que pediram seis. Eu não sei, eu não tenho bola de cristal para prever o que vai acontecer. A minha preocupação é simplificar a vida dos que dependem de mim, do meu trabalho, como consultor.

Como o senhor está vendo a implantação deste acordo? Percebe que está sendo seguido pelas instituições de ensino ou estão deixando para a última hora?
Muito pelo contrário. A mídia, quase toda, implementou. Fora os livros didáticos que, por lei, a partir desse ano, já deveriam estar de acordo com o novo acordo. Tanto que, até onde eu saiba, o MEC não aprova mais livros que não estejam enquadrados na reforma.
Então, nos obrigamos a isso até por um compromisso social. Fui eu mesmo que sugeri isso lá dentro, e pelo seguinte: ortografia é memória visual. Você não coloca o acento em café porque é uma oxítona terminada em e. Você põe o acento porque está acostumado a colocar acento no café. Então, se a ideia perdeu o acento, mais do que decorar a regra, é preciso se acostumar, desde já, que a ideia não tem mais acento.
Agora, quando você vai fazer um curso é melhor explicar, porque o grande problema da reforma não é o que muda, é o que permanece. Noventa por cento das consultas que eu recebi em janeiro do ano passado, no sistema em que eu trabalho, foram em cima de palavras não alteradas. As pessoas querendo mexer onde não devem. Vou dar um exemplo.
Há duas semanas, fizeram a seguinte consulta: "Professor, entrevistamos aqui o subsecretário não sei do quê e mandaram escrever subsecretário tudo junto. É verdade, que agora, pela reforma é junto?" Eu disse: "Pela reforma não, já era assim". Quer dizer, as pessoas criaram uma insegurança até quanto aquilo que já era, porque são palavras, com relação ao hífen, por exemplo, que nós não temos segurança, porque nossa memória visual para o hífen é péssima.
No caso, a reforma, nesse ponto, é até boa, pois nos obrigou a rever as regrinhas e entender um pouquinho mais. Houve até, descobri dando aula, no caso do hífen, uma simplificação. Como eu disse não é o ideal. Na minha opinião, o ideal seria acabar com o hífen, pelo menos no caso dos prefixos, juntar tudo. Mas, já que ele foi mantido, pelo menos nesse aspecto eu vi uma certa simplificação, melhorou um pouquinho.

O senhor disse que o seu objetivo é tornar tudo mais palatável para o estudante. Como pode se fazer isso?
As minhas palestras são para professores, profissionais, jornalistas, advogados, quer dizer, profissionais que usam a Língua. Então, eu não estou preocupado em preparar ninguém para concurso. Quanto ao problema de preparação para concurso, tem o problema de memorização, de decoreba.
A minha preocupação é a seguinte: os profissionais para quem eu trabalho, eles podem consultar dicionários, manuais, gramáticas. Então, eu parto do seguinte princípio: a forma pela qual eu ensino, eu quero que eles entendam para que servem os acentos, os hífens, porque existe uma lógica dentro da Língua Portuguesa.
Por mais maluca que ela possa parecer, há uma lógica. Existe um porquê que as palavras tenham acento, existe um porquê que as palavras não precisam ter acento. Então, eu estou ensinando por esse lado e as pessoas adoram isso, adoram saber que a nossa Língua tem história, tem passado e que tudo se explica.
Infelizmente, o sistema de ensino nos obriga, muitas vezes, a cumprir programa. Isso vale para escola, vale para faculdades e vale para concursos. Você tem que cumprir o programa, se ele foi bem cumprido, mal cumprido, muitas vezes, não interessa.
O importante é que você chegou ao ponto final lá, você viu todo o programa que cai na prova, o programa daquele ano. Quando, muitas vezes, mais do que essa rapidez interessaria que as pessoas entendessem, porque quando as pessoas entedem um fenômeno, elas tendem a reter com mais facilidade.
Isso é uma das coisas que tornam palatável, as pessoas começam a assistir sua aula com muito mais curiosidade, com a curiosidade aguçada. "Poxa vida, não sabia que a palavra sapato não tem acento e isso se explica." Tem uma explicação para isso, porque pouca gente sabe o que norteou, lá em 1943, os responsáveis pela criação das regras de acentuação.
Nas salas de aula, essa, talvez, seja a dica para os professores: tentar explicar o porquê das regras. Há uma outra dica que vale a pena ser destacada?
Não é bem dica. Dica parece as paroxítonas terminadas em r, x, n e l, decora rouxinol. Isso seria uma dica.
O que eu tenho feito é tentado explicar, por exemplo, o que norteou, para que servem os acentos, para marcar a sílaba tônica. Sílaba tônica é a sílaba mais forte na hora da pronúncia da palavra. A sílaba tônica na Língua Portuguesa pode ocupar três lugares, ela pode ser oxítona, paroxítona e proparoxítona. Não tem outra posição possível, são três possibilidades.
A maioria das palavras da Língua Portuguesa não tem acento. Se você contar nesse seu texto, as palavras acentuadas não chegam a vinte por cento. Nosso sistema é acentuar o mínimo possível. Foi assim criado em 1943, a reforma de 1971 acabou com uma regra que colocava um monte de acentos e essa reforma que vem agora, embora tímida, vai tirar mais acentos. Só tem uma coisa, as regras básicas: oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas não foram afetadas.
A gente só pôde mexer nas regras especiais e aí que surgem os problemas. A gente tenta brincar com a matéria. Vou dar um exemplo rápido: as pessoas já viram que voo perdeu o acento, aí vão na internet e descobrem que "oo" perdeu o acento.
Se fala muito de Lei Seca, no outro dia, me perguntaram o porquê de alcoólico estar com acento se a regra tinha mandado tirar. Mas alcoólico tem acento porque é uma proparoxítona e eles deduziram que qualquer palavra que tenha oó vai perder o acento.
Eu aproveito esse tipo de dúvida pra pessoa entender o que é básico, o que não é básico, o que muda e o que não muda. A gente aproveita e conta uma piadinha, que é verdade, em uma cidade em que visitei o acento estava no primeiro o. Eu deduzi que tinha bebido e a mensagem é aquela: se beber, não escreva.

O desempenho de estudantes brasileiros em avaliações internacionais de Língua Portuguesa ainda é muito ruim. Por que tantos brasileiros têm dificuldade com a matéria?
Outro dia eu estava ouvindo uma discussão, acho que foi na rádio CBN, e eu acho incrível como essas pessoas que se dizem especialistas no assunto são tão simplistas, como se a solução passasse por um curso de atualização para professores.
Hoje em dia, eu sei de escolas que comemoram porque, finalmente, eles vão ter o quadro-negro, lousa, como dizem em São Paulo. Ou então, finalmente, vão por uma porta. Finalmente, conseguiram fechar o portão no horário de escola para não entrar qualquer pessoa na escola. Os problemas das escolas, principalmente da escola pública, são de número tão grande que não podem ser resolvidos como em um passe de mágica.
Me impressiona muito quando o que eu chamo de teóricos de plantão, quer dizer, aqueles doutores que nunca deram aula em uma escola pública, vêm publicar livros, nos ensinar a dar aula como eles nunca tiveram que enfrentar trinta, quarenta alunos, na mistura você tem alunos de sete com alunos de quatorze na mesma sala, disléxico, surdo-mudo.
Todos misturados. Então, eles não sabem da grande dificuldade que nós temos. Isso precisa passar por uma reforma imensa. Não vai ser em uma resposta, por mais inteligente que eu possa ser, que eu vou conseguir resolver esse problema da educação. Mas aí, tem que ter um investimento maciço, um governo que, realmente, queira investir nisso e que realmente acredite que a educação é a solução dos nossos problemas.
No mais, é tudo paliativo. "Ah, vamos agora acabar, vamos resolver a aprovação automática". Isso aí, se é bom ou ruim não vai resolver. Talvez, resolva os números, mas não é isso que vai resolver o problema, porque não basta isso.
Os livros didáticos, por exemplo, nossos livros didáticos são ótimos, excelentes. Mas, muitas vezes, o professor, coitado, não foi treinado a saber tirar do livro tudo que ele pode oferecer. É uma soma de problemas que me impressiona e que eu confesso que não sei nem por onde começar.

O senhor está aposentado desde 1999. Nos seus trinta anos de magistério, como foi seu trabalho como professor e como o senhor compararia com os professores do dia de hoje?
Eu acho engraçado. Porque quando eu comecei a trabalhar, no final da década de 60, início da década de 70, eles diziam: "Poxa, no meu tempo...". Passaram trinta anos e não tenho isso "no meu tempo". Não consigo ver muita diferença. Naquela época, reclamavam das más condições de trabalho, salário ridículo. Passaram trinta anos, governo militar, governo de direita, governo de esquerda, de tudo que é lado e continua a mesma coisa.
Não consigo ver melhora e se há alguma é muito tímida para a necessidade que existe. Por isso o desempenho é tão ruim. Porque quando você diz que o índice de analfabetismo diminuiu, mas quando faz uma pesquisa de nível de entendimento de leitura o resultado é ridículo.
Quer dizer, o cara saber assinar é uma coisa, mas o cara saber ler e interpretar, entender é outra história. Muitas vezes, o professor não sabe ensinar isso para os seus alunos, porque ele também não aprendeu, porque isso é um ciclo vicioso. Você tem professores mal preparados ensinando professores que vão sair mal preparados que vão ganhar mal, não vão ser estimulados a serem melhores do que são.
Gostaria de salientar que estou falando em termos gerais, na minhas andanças nesses trinta anos, eu encontrei muito professor excelente, com muito talento, estudioso, pesquisador, que buscava caminhos novos. Mas esses são raros. Infelizmente, são exceções. Como em uma sala de aula, você tem alunos de exceção. Mas isso é exceção, não é a regra.
Enquanto não tiver estímulo ao professor, e com isso eu quero dizer condições de trabalho e salário, se ele não tiver, no mínimo, essas duas coisas, não basta salário. E, exatamente, aqui, que me irrita, porque as pessoas usam como desculpa para não pagar bem o fato dos professores não serem bem preparados.
Como ele não está bem preparado, como não é bom professor, ele não merece ganhar bem é, mais ou menos, esse o raciocínio que eu percebo.

Quais os principais problemas no ensino da Língua Portuguesa nas escolas?
Eu vejo um, em especial. Eu sou do tempo em que a Língua Portuguesa era, praticamente, só gramática. Era uma decoreba braba, o aluno detestava, em geral. Poucos gostavam, os professores, em geral, também não gostavam. Então, era um horror.
Aí, aos poucos, foi se criando essa visão do ensino da Língua Portuguesa sobre interpretação e produção de texto. Eu acho maravilhoso, só que como sempre o brasileiro não sabe ser moderado. Ele é radical, de esquerda ou de direita, ou seja, aqui é a mesma coisa. Hoje em dia, em que a produção de texto é mais incentivada nas escolas e a interpretação também. Aí abandonaram a gramática, é proibido ensinar gramática. Quem ensina a gramática é professor velho, antigo e ultrapassado.
Gente, não é pecado ensinar gramática, desde que seja bem ensinada pelo seu lado prático. E eu como consultor, hoje, eu costumo dizer que trabalho com efeito e não mais com a causa. Aquele que saiu da faculdade já está formado, já é profissional e vai usar a Língua Portuguesa o resto da vida.
Então, foi para isso que a gente aprendeu, porque a gente não aprende a Língua Portuguesa para fazer prova, mas sim para usar a vida inteira, para entender o que se lê, para escrever com facilidade, com clareza de se comunicar.
Hoje, eu percebo que, muitas vezes, as pessoas têm certas dificuldades, por incrível que pareça por desconhecimento gramatical. E não estou falando de decoreba, de análise sintática, nada disso. Então, esse meio-termo que eu não entendo o abandono.
Não entendo esse abandono. Eu concordo que se aproveite o texto, não mais só os clássicos, como era antigamente. Embora eu ache que tenha que ter os clássicos na escola, porque se não leu os clássicos na escola, não vai ler em lugar nenhum. Mas também tem que ter a análise de anedotas, de cartuns, de letras de músicas, de notícias de jornal, quanto mais variado for. Eu costumo dizer o seguinte: no jornalismo, onde eu trabalho mais, me perguntam "eu tenho que ler?".
Claro, todo mundo tem que ler tudo. "Mas, até bula de remédio?". Claro, até bula de remédio. Primeiro, porque você pode morrer se não entender a bula. Ainda mais em um país onde você se automedica toda hora. Eu dou a história da receita de bolo, a receita de bolo não custa nada. Eu tenho um amigo em São Paulo, hoje ele vive de uma coluna de gastronomia e de um site.
No site, ele vive muito bem isso. O sonho dele era ser jornalista esportivo. Como não apareceu vaga no departamento esportivo, abriram uma vaga para falar sobre gastronomia, ele se especializou e, hoje, é uma referência em São Paulo sobre o assunto.

Um dos pontos considerados mais importantes por educadores é o do incentivo à leitura. Que tipo de contribuições o ato de ler traz para os estudantes?
Ler é tudo de bom. Ler só faz bem. Como eu disse, leio de tudo. Eu acho que em um primeiro momento, quando a criança está acabando de se alfabetizar, é muito importante que o professor leia com o aluno, ensine o aluno a ler. Você vai dizer: "como ele vai fazer isso com quarenta alunos?".
Aí começam as dificuldades, turmas de primeiro segmento têm que ser menores, com o menor número de alunos possível, até para o professor poder perceber quem tem problemas de dislexia, coisas desse tipo. Eu sei que tudo isso é delírio, que na prática não vai funcionar, porque não há dinheiro para isso. Outra coisa é cobrar da família: pai, mãe, tia, avó, porque, atualmente, a gente nunca sabe.
Hoje em dia, mesmo que a criança tenha pai e mãe não separado, provavelmente, os dois trabalham fora e alegam que não têm tempo e não gostam de ler, pois não tiveram o hábito de ler e não dão exemplo. E se cria, mais uma vez, a porcaria, do círculo vicioso. Mas o ideal seria que alguém lesse para que ele aprendesse, começasse a entender sozinho, induzisse e, à medida em que ele fosse crescendo, começam a aparecer textos mais difíceis na vida dele.
A nossa literatura infanto-juvenil é considerada, no mundo, se não a melhor, uma das melhores do mundo. Nós temos autores premiadíssimos: Ana Maria Machado, Ruth Rocha, Ziraldo, Maurício de Sousa... Iustradores que são contratados por escritores dinamarqueses, filandeses, franceses. Quer dizer, é uma categoria que nós temos de primeiríssima linha no Brasil que, infelizmente, muitas vezes, os professores não sabem aproveitar.
Cresce um pouquinho, vai para a adolescência, aí surge uma Thalita Rebouças que está vendendo horrores, com dez livros. Foi minha aluna como Jornalista, abandonou a profissão e, hoje, é escritora e vive disso. Olha que coisa maravilhosa.
Aí você vê quem consegue viver de literatura no Brasil, Jorge Amado deve ter conseguido. Veríssimo, talvez. Nós temos potencial para isso. Agora, qual é a dificuldade, nós vamos voltar para a história de sempre: professor que não está preparado para isso, foi preparado por um professor que, também, não estava preparado. Quer dizer, muitos professores não têm o prazer da leitura, não sabem passar o prazer.

Edição:  Prof. Christian Messias  | Fonte:  Folha Dirigida, 10/06/2010 - Rio de Janeiro RJ



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